Baxio enluarado

No final de semana
De um sábado à tarde
Ao entardecer de um céu fechado
Numa cidade poluída
No urbano ruído
Minha alma me cobra fuga
Na ânsia de ver a natureza
Da caatinga

A procura de ver arte e beleza
De um pequeno jasmim
No jardim do semiárido
Num ambiente natural e ancestral
Quente de amor e de divino calor
Ao anoitecer no Baxio enluarado
Pelas grades da minha tristeza
Avisto o teu escuro e brilhante céu
Embaixo, vejo ao lado a força do trabalho no curral
O testemunho de um arado enferrujado
Pelo tempo que se foi…
Uma casinha branca da Vó
Uma estrelinha mirando um raio reto na
vertical
As lembranças de lá de cima
A sua cumieira antiga
Escuto o canto da coruja
Símbolo também da sabedoria grega
Dizendo-me:
Eis me aqui o conhecimento!
Adentrando um vôo
Curiosamente
As entranhas da noite
Isso me causa entusiasmo
De vivência
Que mostra os seus segredos e tesouros
Ora, espantei-me!
Em escutar aceso zumbidos de besouros
Eram vagalumes chamando atenção
O dia esconde as estrelas ao raiar do sol
Mas a noite de lua revela estrelas
Que se foram da terra
A noite é mãezinha em certos momentos da vida
História de alento para os órfãos
E rainha do mundo
Audaciosa, vislumbra o seu anel noturno brilhante cristal
Chamado lua
Que irradia luzes coloridas e constelações
Para os seus amantes e rebeldes apaixonados
Na verdade, a noite de lua cheia é uma criança
Para os casais enamorados
E um universo desconhecido e assombroso
Aos medrosos
Que só andam à luz de candeeiro
na mão.

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