O Eco da Amazônia

Em nossos dias atuais, a compreensão de uma nova economia ecologicamente mais benéfica e sustentável, é o caminho presente à vista que já se entende para continuidade próspera da vida humana e de todo o ecossistema do planeta. O diálogo e o debate se intensifica sobre a Ecologia e o Aquecimento Global e é assunto relevante hoje no mundo como um pressuposto físico, objetivo e essencial que busca despertar a atenção e estreitar as relações e as experiências de entendimento com junção básica de comunicação e educação que eleve consciência plena no mundo através de resultados práticos e viáveis de preservação do meio ambiente promovendo qualidade de vida entre seres humanos e natureza harmoniosamente.
O tema ecologia e economia, é discussão vital desde os anos 90 na última década do século XX, e cada vez mais, ainda é e será necessário esse tema para a humanidade daqui para frente. Nos tempos reais da história contemporânea, a Ecologia é o perfil nuclear considerado provocante politicamente nas plataformas dos Blocos econômicos internacionais e na agenda mundial dos países desenvolvidos e subdesenvolvidos (chamados de países emergentes).
A busca por pontos comuns entre si em tese e como pensar alinhado à essa pauta, em defesa do meio ambiente, é um desafio e é sempre um dilema problemático e complexo dos ambientalistas nos setores político e econômico que difundem o destino do mundo como eixo denominador do sistema lucrativo e capitalista.
Apesar de intensos debates e conflitos internos e externos nos grandes setores governamentais e do empresariado ruralista e industrial, a pauta ecológica tem avançado no seu objetivo. Entre trancos e barrancos, o tema Ecológico e Economia Sustentável, no geral, tem ganhado maior centralidade nas discussões do mundo e nos seios das sociedades grosso modo e vem tornando-se no dia a dia das pessoas, assunto vigente, urgente e didático nas comunidades.
E no decorrer dos últimos anos, esse assunto ambiental, tem sido pauta precisa e expressiva nas mesas redondas comunitárias e academicas integrando ambientalistas, biólogos, pesquisadores juntos com universidades, comunidades populares, governos e até empresas envolvidas com o tema vem procurando ponto de equilíbrio e estratégicos para a compreensão e o entendimento de viabilidade da resolução da causa convencendo-se de sua importância no desenvolvimento humano e ambiental sustentável.
Pois, essa é a política que vem tentando-se trabalhar no cenário do mundo afora, a de uma economia ecológica de sustentabilidade e o desenvolvimento de energia limpa. É neste sentido, em nome de uma economia ecologicamente sustentável, países tem assumido compromisso com a causa ecológica, através de elaboração e investimento em projetos ambientais e acordos bilaterais de suma importância no âmbito de um mundo menos poluente e mais natural e verde fundamentada numa política econômica mais solidária, consistente, viável de democracia e partilha fundamentada no – Bem Viver – entre as nações engajadas no respeito a vida e no reconhecimento dos limites que a Natureza exige e necessita para recriar-se e que se revigore no seu tempo fluindo permanentemente a vida de seus biomas em benefícios da flora, da fauna e humana.
No entanto, era nessa pauta ecológica até o ano passado, que o Brasil vinha se afirmando sua política econômica interna e externa com a prerrogativa da palavra sobre Ecologia e Economia Sustentável. Sendo assim, considerado um dos importantes protagonistas da temática ambiental pelo seu símbolo amazônico, que se destaca no tamanha florestal entre outros biomas. Com esse símbolo e políticas adotadas de preservação, o Brasil, tem sido beneficiado muito pela luta em defesa dessa bandeira ecológica. Acordos foram firmados em prol do mercado de grãos e alimentício de exportação brasileira ganhando e ampliando espaço no comércio internacional Europeu e Asiático. O Fundo Amazônia tem sido também outro saldo relevante para o Brasil, com parcerias entre Noruega e Alemanha, no que se refere no investimento de projetos fundamentais para proteção e preservação da Amazônia.
Segundo o site Exame, até o ano de 2018, este fundo já recebeu mais de 3,4 bilhões de doações e tornou-se principal instrumento nacional para custeio de ações de prevenção, monitoramento e combate ao desmatamento e o uso sustentável do bioma amazônico. Estes recursos apoiam atualmente 103 projetos dos governos estaduais e da sociedade civil para proteger.
De acordo com este mesmo site, desde o início da sua operação, Noruega tem sido de longe a principal doadora (94%), seguido da Alemanha (5%) e da Petrobras (1%).
Do total doado até agora, cerca de 1,8 bi de reais já foi desembolsado e aplicado em projetos. Quase 60% desses recursos são destinados a União e aos nove Estados da Amazônia legal, incluindo instituições como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Os outros 40% se dividem entre entidades do terceiro setor (Ongs) e universidades.
Neste caso, mediante os dados apresentados, alguém imaginar que proteger, preservar e manter a floresta de pé é sinônimo de improdutividade, então, é cair numa ignorância colonial portuguesa do século XVI. Sabemos que hoje segundo estudos, manter a floresta em pé é muito mais benéfico e viável com sua biodiversidade à oferecer aos seres humanos, do que devastá-la por algumas pepitas de “ouro” ou por pedrinhas de “diamantes” à curto prazo.
Entretanto, penso que, é nessa pauta ecológica e de sustentabilidade que se desencadea no centro do mundo, que está a grandeza e o triunfo diplomático do Brasil tanto agora no presente quanto no seu desenvolvimento futuro tendo o símbolo amazônico como fonte de potência e de sua autoridade nas discussões entre as nações do planeta.
Mas porém, nos últimos meses deste ano 2019, essa pauta ambiental no Brasil vem sofrendo ataques e mundanças com o novo governo atual. O Presidente da República com seu ministro do Meio do Ambiente, vem torcendo o nariz para o tema ecológico e a preservação da Amazônia desconhecendo acordos internacionais do clima e desconsiderando o trabalho de anos dos institutos científicos e das Ongs na área florestal. O Presidente, com seus pronunciamentos e suas falas irresponsáveis vem criando o caos e joga o país em crises constante tanto no ambiente interno como externo criando mal-estar com países parceiros nessa temática. Com essas atitudes rudes e desconecta do governo Bolsonaro com os temas virgentes no mundo por questões extremamente ideológica, tem feito com que países parceiros com a causa, suspendessem investimentos inviabilizando importantes projetos para região Amazônica e trabalhos precisos dos Estados e das Ongs referente a ações de defesa da floresta para conter as queimadas que obteve o maior índice neste ano. E sem falar da lentidão do governo federal para solucionar as queimadas emediato na floresta.
Por outro lado, o discurso de Bosolnaro na Assembleia da Organização das Nações Unidas (ONU), foi desastrosa e indigestivel quebrando a tradição diplomática brasileira de respeito e proclamador do diálogo e da harmonia no âmbito das relações exteriores. Segundo o embaixador Rubens Ricupero, a fala de Bolsonaro consolida a fama do Brasil como novo ‘vilão global’ e afugentará empresas que buscam estabilidade para fazer investimento de longo prazo. Para Ricupero, Bolsonaro isola o Brasil com aula de antidiplomacia na ONU. Outros setores, vê com preocupação o discurso desnecessário do presidente, que trará problemas para o agronegócio e para exportação dificultando a ratificação do acordo do Mercosul com a UE no parlamento francês e austríaco.
No entanto, acreditar que o discurso de Bolsonaro transcendeu na ONU de preocupações com as queimadas na floresta amazônica e com a defesa da causa indígena para o índio ascender no seio da sociedade gozando das mesmas benesses do homem branco, é verdadeiramente um alto engano. Sabemos muito bem como esses discursos hipócritas terminam na história da “Terra dos Papagaios”…
Bolsonaro vive essa paranóia por terras do El Dourado desde quando era cadete. É delírio hollywoodiano com montanhas de ouro que sonha um dia encontrar uma caveira de cristal.
Se o problema é as terras improdutivas que existem no país e precisa corrigir, por que antes de delíriar com as reservas indígenas e com as terras Ianomâmis, não tenta resolver primeiro uma agenda de reforma agrária que está mal resolvida aqui no Brasil desde o século XIX? Será que precisa desmatar ainda mais do que ainda nos resta originalmente de Mata Virgem em benefícios mesquinhos de uma elite gananciosa em nome da produtividade insaciável da monocultura? (Acredito que não!)
Se observamos bem, o Brasil tem grandes latifúndios que estão improdutivos nas mãos de famílias poderosas, que em muitos casos, não são usadas e ainda sonegam impostos. E outras terras nas mãos de grileiros no Centro Oeste e no Norte do país sendo usadas como manobras de especulação. Neste caso, o governo brasileiro poderia ser mais rigoroso e fiscalizar com seriedade negociando e reabilitando esses espaços com parcerias bem fundamentadas à luz da História e da Lei entre o privado e Estado com políticas públicas restaurando a produtividade tanto primária e secundária do país com projetos sociais, investimento e acompanhamento tecnológico educativo integrando o índio/a, o negro/a e o agricultor/a de baixa renda que quer produzir com estrutura e qualidade para poder competir no mercado também.
Entretanto, firmar a nossa soberania pelo mundo, não é falar grosso, nem deixa-se ser persuadido por bonitas lábias à la francesas e nem tão pouco torna-se vassalo do poderio dos norte-americanos. O Brasil deve acreditar em seu potencial verde como símbolo de sua soberania e continuar caminhando nessa trilha honrando e respeitando seus projetos de sustentabilidade e seus acordos internacional, aproveitando com inteligência o momento e o tema ecológico aonde está sua força diferencial e a “vitalidade de seu povo” como defende o filósofo Mangabeira Unger, para persuadir, convencer, criar pontes bilaterais relevantes no intuito de sempre renovar e fortalecer com alteridade sua presença política e econômica no cenário mundial.

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