Os bons ventos sopram para o Oriente

Desde a última crise econômica dos Estados Unidos, entre os anos 2007 e 2008, causada pelas especulações imobiliárias e os altos empréstimos do governo para as grandes empresas; e com instabilidade oscilante do Dólar e do Euro, moeda do sistema do bloco da União Europeia foram fazendo com o que as políticas e as economias dos países emergentes no mundo perdessem o rumo de suas estruturas, chegando em crises ainda como sequelas nos dias atuais.
Oscilando sempre na insegurança dessas economias das grandes potências, os países emergentes, tentam sair de suas inercias economias, mas estão submergidos em crises em vários ângulos que desaguam malefícios e dramas na política fomentando um mal estar social.
Os governantes tentam salvar o que podem para não naufragar de vez. Mas os acordos entre governos, empresários e bancários nem sempre nestas circunstâncias são vantajosos para a classe operária e a população pobre em prol de resgatar as grandes empresas e proteger as grandes fortunas que fortalecem obviamente sempre os bancos.
Geralmente, muitos desses pactos, entre governo e a elite endinheirada, faz com que diminui muita das vezes a autonomia da política e coloca os Estado melancolicamente de refém do Capital Móvel e do baronato bancário.
Entretanto, até a crise econômica dos países que pertencem ainda estes blocos ricos fez fragmentar o grupo econômico semeando discórdia no entendimento para que cheguem imediato a uma solução, como estamos vendo agora França, Itália, Portugal, Espanha, Alemanha e outros países envolvidos em um grande dilema com Inglaterra querendo se separar da Zona do Euro.
Pois, neste momento de muito arrocho e cortes em vários setores, fazem com que, outros países dependentes que estão com suas economias internas arruinadas, temer o rumo incerto da economia mundial, por causa também de suas estruturas políticas estarem enfraquecidas.
E nesse entendimento temos um exemplo, a própria Grécia, que naufragou em dívidas e conflitos administrativo de sua mal política econômica enfraquecida sem força de solução desarrumando todo bloco europeu após o Capital Móvel se retirar de campo criando fuga para outros lugares de estabilidade.
Com esses aspectos, apresentados da euforia das crises econômicas pelo mundo afora, tanto os Estados Unidos quanto o bloco da Zona do Euro, que ao longo dos anos ditavam a economia mundial, já não detém o monopólio da economia mundial tanto assim. Depois dos Estados Unidos nas últimas décadas ter se envolvido obsessivamente com as guerras no Oriente Médio, financiando armamentos pesados e indenizações de soldados combatentes, fez com que a economia norte-americana entrasse em déficit perdendo sua pujança na economia mundial por causa dos gastos exorbitantes deixados pelas guerras.
Isso tem feito com que uma parte do Capital Móvel ficasse de olho aonde estava mas favorável para o seu crescimento econômico expoencial e logicamente emigrasse para lá. Contudo, podemos perceber com isso que o século XXI trouxe novidades para o outro lado do mundo, através dessa dinamicidade comercial, cultural e global tendo à vista “os bons ventos” para o oceano Pacífico.
Logo, o Capital Móvel, segue o rumo do mercado internacional de negócios que tem se direcionado soprando o ouro para as bandas do Oriente e da Ásia. Nos “bons ventos” para o Oriente, os interesses do Capital Móvel navega nas águas do Oceano Pacífico.
A China sabe aproveitar este momento e está se empoderando a cada dia de muita força econômica e de riqueza de capital, obtendo o crescimento de seu PIB de 6,5% em média ao ano.
Os chineses demostram para mundo sua força e estabilidade econômica e política e sua pujança produtiva industrial de exportação com novas tecnologias mecânica e digital e também o seu poder de compra de importação, e dita com muito entusiasmo também a regra do jogo no supermercado mundial peitando as antigas potências econômica e política.
Pois, recentemente o mercado chinês estava travando uma queda de braço com os Estados Unidos da América, por causa da política econômica do presidente Trump, que é extremamente de uma direita egoísta; taxativo e protecionista quando convém aos interesses individualistas dos norte-americanos.
Para a história segundo historiador Harari, o potencial demonstrado nesses últimos tempos pela China, não é novidade; porém, o governo chinês já mostrava a ponta do iceberg astucioso desde o século XIX perante o poderio dos ingleses, ou seja, a China sempre foi uma preocupação desde os tempos remotos economicamente para os impérios do Ocidente.
Neste sentido, o Irã, também vem criando força econômica e tomando o mercado; não tem se curvado nessas últimas décadas aos interesses do imperialismo norte-americano e nem tão pouco ao capitalismo trumpista e em variados aspectos já demostra ameaça bélica aos interesses estadunidenses.
Entretanto, por outro lado e mediante os fatos, o governo brasileiro atual, precisa melhorar sua compreensão imediatamente sobre o dinamismo desse mercado internacional que é sempre volátil e está inclinando-se a cada dia para as bandas orientais.
Neste caso, de acordo com historiador Villa, até o chanceler do governo Geisel, Azeredo da Silveira, nos meados da década de 70, já sentia “os bons ventos” para Oriente e reconhecia a importância econômica da China e de que a política externa brasileira deveria pautar pela defesa dos seus interesses nacionais estabelecendo relações diplomáticas também com o mercado da República Popular da China.
Honrando e respeitando sempre a tradição da diplomacia que o Brasil tem construído ao longo dos anos com os outros países, que sempre foi sensata, cordial e pacífica, sem perder a espinha ereta de sua soberania em defesa dos interesses comerciais e nacionais do Brasil, o governo federal, não pode ficar de joelhos para os norte-americanos atendendo os caprichos trumpista perdendo tempo.
Mas, procurar aprofundar cada vez mais o interesses do mercado brasileiro para esse outra lado do mundo aonde “os bons ventos” estão sendo soprados.
É preciso fortalecer os Brics, investir na educação e desenvolver projetos macro e micro econômico avançados e sustentável para resgatar a indústria brasileira para competir com o mercado internacional.
Penso que, sem uma indústria moderna e avançada em tecnologias do século XXI, não temos condições nenhuma de competir de igual para igual com as grandes potências e o acordo do Mercosul com o bloco da União Européia poderá trazer prejuízos e fracassar no decorrer do caminho.

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