O samba e o bloco das republiquetas de bananas

Realmente este é um samba muito bonito. Porque nos encanta e nos hipnotiza pelos os seus paradoxos em contrastes antagônicos. Apresentados de uma beleza criativa e ao mesmo tempo, a uma crítica factual em toda sua estrutura melódica e também magnificante pelo seu texto simples e breve, na forma metafórica das articulações das palavras ritmadas no seu enredo.

É bonito em tristeza de se ouvi-lo para aqueles que têm a sensibilidade da poesia no sentido da vida e no entendimento do que é ética na política pública em fatos reais.

Mas que, também, é muito amargurante de se ver nas letras graúdas e amiúdes dos papéis e das imagens quadradas ao vivo e a cores, os blocos dos “carronavais” das canalhices dos pseudos-políticos-republicanos e a mediocridade de suas fantasias e alegorias de quixotismos. Dando chicana pousando de “D. Maria I”, a “Louca” rainha da corte, com nariz de palhaço no cenário brasileiro em decadência. Se descascando em cascas de bananas em estado crítico enzalando o cheiro putrefato atraente à “drosophila”. Assim, transformando o país em uma republiqueta de “carburete” com suas políticas amadurecidas e envelhecidas fora da ética, e que, logo se tornam bananas artificialmente tão açucaradas em mel de langanhos.

Infelizmente, parece que os nossos políticos que nos representam nos bailes de máscaras e fantasias carnavalescas, estão fantasiados em cine de “farol-oeste” contracenando-se com vestimentas de mocinhos entre “foras da lei” e dos xerifes. Numa grande trama de brincadeiras de bang – bang com armas maliciosas apontadas sobre as nossas cabeças e contra o povo na surdina da noite de lua cheia. Votam disparando balas de confetes e sepentinas naquilo que ainda nos resta como oxigênio de vida que é nossa própria e verdadeira democracia de consciência.

Mas afinal, qual é as verdadeiras ‘caras’ das ‘facetas’ sem máscaras da política?

Será que sempre vivemos em uma ditadura mascarada e camuflada de verdes e amarelos na sua faixada branca da bandeira: “Ordem e Progresso”, de uma “democracia” de falsa moldura?

E que nunca percebemos o fio do desenho da lâmina afiada, do cutelo da malícia, da politicagem indevida em evidências dos crimes de corrupção corroendo, solapando as estruturas soldadas nas conjunturas? Pois quero crer que não! (…) ou talvez, não quero nem pensar nisso.

Hoje, atualmente, estamos presenciando uma crise desastrosa na política estrutural e conjuntural do nosso país. Mas, muito mais grave do que isso, é a decadência cultural e intelectual que estamos vivenciando e detectando o problema na sociedade brasileira. A tamanha pobreza política, ética e poética encontrada em seus meios sociais que não contribui para dá rumo e essência à vida.

Alguns trabalhos e posturas de “pessoas” de baixo nível e de má qualidade no mundo artístico e acadêmico, despolitiza e deforma a forma do carácter real do ser lançando-o para o abismo no mais profundo da incivilidade contemporânea.

Por que em dias presentes, no mundo de nossa atualidade, tudo tem quer ser tão eufórico? E nos parece ser tão normal o líquido e o efêmero, que não se tem mais tempo de apreciar o mundo e sua natureza para se escrever e nem para se ler de forma bela e poética como se tivesse contemplando e declamando rimas simetricamente de poesias épicas numa pintura de uma obra de arte das letras silábicas escritas e desenhadas em papéis.

E no campo artístico da música, esse gosto médio, se reflete. Havendo uma situação muito mais crítica. Se desvaloriza e tentam despretigiar a fonte inspiradora criativa cultural de raiz e, a delicadeza da fineza poética das virtudes nas letras das melodias para darem lugar a péssimos repertórios de composições musicais mal elaboradas, que muitas das vezes, exaltam o crime e induzem a violência, ao depravo e a prostituição banalizando a vida, e em vãos sucessos passageiros tirando “milhões de reais” das massas.

Lamentável Brasil!

Logo, percebe-se que, tudo murcha porque não tem raiz e nem consistência de seriedade cultural, até as flores artificiais em cima da mesa de mármore polido murcham em uma tremenda poeira e ressecada pobreza de espirito que se esfarelam plasticamente as rosas em ventos de nada.

As pessoas estão desacreditadas na sua história de política e na sua capacidade de si mesmas perdendo o sentido real de ser naquilo que lhes orientam à vida e logo já não proferem palavras de boas intenções e muito menos se lembram de poesias e cordéis de paz que possam promover um ambiente harmonioso e humanitário do “Bem Viver”.

Mas há sim, literalmente uma pia de violência simbólica em dissonâncias ferrenhas de ódio, de ressentimentos e de agressões verbais e imagéticas, nos campos de batalhas das redes sociais que tristemente em “erros de português”, deformam e perdem o caráter humana da imagem e semelhança do divino Deus.

Esta situação calamitosa, de baixo nível espiritual que se desvirtuam os homens e as mulheres do caminho do “supremo bem”, faz parecer que as fontes de águas límpidas já secaram e não há mais esperanças de um dia em teu horizonte Brasil um novo sol de amor, de ética e de alteridade possa nascer e reinar em raios fúlgidos e raios vívidos de futuro espelhando essa grandeza.

No entanto, nem mesmo as universidades e as faculdades com suas teorias e egos científicos e os professores com suas republiquetas formadas por grupinhos de alunos de ideologias caducas e monopolizadas dentro das instituições de ensinos, não conseguem fazer nascer aquilo que talvez seria o “esplendido” e muito menos também conseguem criar um espaço atraente e agradável de nível bom e coeso de debates democráticos para melhorar e elevar à inteligência e à qualidade do pensamento ético e humanitário na prática sem tantas contradições.

Talvez, tudo isso nesse momento, possa ser um mal entendido para uns e para outros, uma piada de mal gosto no campo acadêmico das humanas e em outros seguimentos; porque neste campo, certas atitudes já se faz transparecer, que em sua maioria está tudo estruturado em uma suposta forma de – delírio intelectual – lançando o indivíduo em uma profunda cegueira autoritária da ignorância letrada e enviesada no individualismo egoísta e da soberba do status quo na busca obsessiva de obter o monopólio ideológico do – poder-narrativo – em suas mãos de ferro, mas se esquecendo que se têm pés de barro e que não aguentará os pesos das mãos.

Entretanto, fazendo com que isso e nesses aspectos, o útero acadêmico fique incoerente e estéril de inteligência e da ética em prática não gerando mais intelectuais para a área política e econômica com competência e franqueza ética comprometidos com a vida em prol das políticas públicas de base e do bem-estar social de qualidade estruturadas no diâmetro das esferas de políticas participativas, com responsabilidades e transparências firmadas em uma nova economia sustentável sem tantos danos ao meio ambiente e sem tantos prejuízos à sociedade.

Mas enquanto o sol da manhã do samba de (Nelson Cavaquinho) não nasce, para brilhar mais uma vez, com novos raios luz de esperança aos corações queimando a semente do mal e trazendo uma linda aurora, ficamos aqui a esperançar esse dia chegar.

Infelizmente, ainda vivendo à mercê! Nas mãos desonestas das elites e das politicagens desastrosas e criminosas dos “políticos rastaqueras” do Congresso Nacional. Que leva sempre o país desde o início de seu advento como instituição e na história discursiva partidarista do ”bem” e do “mal” da política para o caos social, nos restando sempre no final de tudo, uma “República de Bananas”.

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