Olavo tinha razão! ou ?

Não subestimo a inteligência de Olavo de Carvalho, apesar de seus delírios intelectivos assombrosos. Porém, um de seus erros, talvez foi ter embarcado numa aventura política ultrapassada e desastrosa de uma extrema-direita mofada de apoio a esse desgoverno por ódio antigo da esquerda brasileira.

O velho filósofo se deu mal. Seu pupilo, Jair Bolsonaro, com sua burrice e mediocridade, tem feito o velho passar vergonha e logo mostra a fragilidade dessa ideia exótica no traquejo da Máquina Pública. Fragilidade essa, que é o calcanhar de Aquiles do dito filósofo e revela um ponto máximo da idiotice de seu sábio que estava escondida e maquiada por um verniz em excesso charme de sabedoria nos debates desde décadas passadas.

Como sabemos, um dia é chegada a hora de um sábio escorregar na casca de uma banana. Mas não imaginaríamos que, o sábio Olavo iria escorregar na gota da baba de um quiabo verde e destrutivo da sua arrogância de espírito por não dominar com esplendor o terreno da ciência política do Poder e logo o tema que é complexo de gerir na prática, deu-lhe uma rasteira.

O velho filósofo não é besta, e sabe que caiu feio nesta parafernália dos diabos que é um delírio que o velho mesmo criou inventando espectros comunistas dos anos 50.

Agora Olavo, tenta retomar o campo perdido com seu robe intelectual de prestígio da grande pedra filosofal da miséria de sua política. Mas, não tem o espadachim do verbo no momento para fazer parecer um bom jogador de credibilidade com um Ás de copa debaixo das mangas, e neste jogo de cartas enfadonho, não passa nas estruturas de Estado de um coringa amarelo de azar e babão raivoso na conjuntura da política brasileira ao lado de uma cavalaria enferrujada com um rei nu.

No entanto, suas críticas mucosas e salivantes contra as esquerdas e ao comunismo lhe davam muito mais rendimentos, horas de aplausos e anos de fama como escritor e filósofo no imaginário das pessoas do que agora sendo atual guru-político da situação vigente da extrema-direita bolsonarista no poder, que só lhe traz vexame, vertigem, fracasso, processo e insucesso.

Em dias anteriores, Olavo já vinha furiosamente, pedindo ajuda financeira e compadriamento jurídico à este governo para não naufragar na tempestade de processos que ele mesmo suscitou. Ou seja, o velho filósofo está em maus lençóis e numa verdadeira melancolia dramática da ópera “Il lamento di Federico” à rogar.

Mas também não perde a mania de ser um alucinado conspirador a distância, que despreza a razão dos fatos para viver de uma miragem ideária da linguagem e da retórica ferina como substância que alimenta seu ego-narcisista e se acha o perfeito guia dos “cegos” olavistas como tocha que ofusca-lhes os olhos da razão tornando-se ao mesmo tempo o fogo de ódio da sua própria destruição e de seu “imbecil coletivo”.

De fato, Olavo tinha razão, em dizer que a terra era plana de mais perante seus tortuosos montes de ministros errados indicados pelo próprio sábio, como: o colombiano que não sabia falar português, o ministro da educação sem educação que não sabia escrever impressionante com dois “ss”, a “secretária” da cultura que foi o pom do palhaço explícito e o Enesto Araújo, que sonha um dia lutar igualzinho a Dom Quixote nas batalhas atemporal das cruzadas tupiniquins. Entretanto, Olavo pode até saber muito, mas não sabe tudo.

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