A Virtude da Persistência Heroica

Fonte: Foto de Luiz Bhering, “O Dragão do Mar”

A força de uma objetiva persistência capturou essa obra-prima fotográfica de Luiz Bhering.

Uma linda orquídea branca e cinza desabrochando em águas na superfície do mar.

Na verdade, os mares têm de seus mistérios alucinantes, mas não deixam de chamar atenções pelas suas forças e formas enigmáticas, artísticas e sublimes a olho nu.

E aqueles que são persistentes, pacientes e com uma câmera atenta procuram fotografar a sua própria sorte de ver o deslumbrar do obsessivo azulado mar, o frescor oceânico natural, límpido, líquido e gasoso se revelando e solidificando-se em fotos.

Em porta-retratos e quadros, ali estão descritas as imagens do ato da coragem humana, registrados em flashes, reflexos e luminosidades densas a textura da pintura à luz e poema declamado pelos barulhos das ondas do mar.

Também, a força das águas vivas, sentidas imagéticamente e sonoramente no corpo e na alma, de quem assiste o real divino espetáculo fantástico da natureza marítima, provocando arrepios à flor da pele e adrenalina aos corações pela fúria, pela violência retumbante do alto mar esbravejante.

Nesses aspectos, de capturarmos em tela sempre o melhor da arte da persistência, é que nunca devemos desistir dos nossos sonhos e nem de nossos objetivos em foco, mas, perseverar na caminhada tentando observar e alcançar as possibilidades do ponto de fuga ou o ponto alvo do ser artista, nas horas das dificuldades advindas do quadro real da vida.

Pois, a essência do sucesso do traquejo de se fazer arte, não está simplesmente em um porta-retrato nem na moldura do quadro, mas sim, no destaque do detalhe imagético visual e na sonoridade auditiva das sensibilidades dos fatos e nas percepções cognitivas das realidades das coisas acontecendo ao nosso redor.

Porque no dia certo, no momento exato, essa orquídea branca e cinza desabrochará sua – aura – como uma explosão de águas num mar da emoção à vista.

Assim, como foi magnificante essa sensação arrepiante no dia certo, na hora certa e valeu apena a persistência profissional para o fotógrafo Bhering, depois de oito tentativas até conseguir o clímax de sua fotografia desejada, na praia de São Conrado, como mostra imagem acima.

Com certeza assim é possível sentimos essa experiência colossal almejada, se persistirmos sem esmorecer com objetividade naquilo que se acredita como o ponto G das realizações de nossas vidas.

Por outro lado, penso que, sonho não é delírio intelectual, quando se luta por ele com objetividade na própria vida real do ser. Mas também, devemos entender que, objetivo é uma coisa e objetividade é outra coisa ainda maior na sua essência e mais empoderadora no sentido de se fazer acontecer.

Pois, o sonho não pode jamais está atrelado em um delírio intelectual, mas sim, fundamentado com os pés no chão, na realidade do ser. Ou seja, o sonho sem a virtude da persistência, nunca poderá ser alcançado e nem tão pouco será heroico.

Segundo, o escritor português, Fernando Pessoa, ” Tudo vale apena quando a alma não é pequena”.

E nesse dia chegando, sentirás a grandeza de tua alma e entenderás que, as adversidades apresentadas no mar salgado de ventanias, não foram empecilhos dificultosos em vãos, mas fazem parte do processo da pedagogia do amadurecimento para a vida sair na foto mais bela, primorosa, humana e social da sua fonte de consciência em tese.

Estonteantemente, verás no agir das águas, a energia luminosa da imagem plena da face Deus sobre as águas. E entre os teus seios, há o suspiro-hálito da vida, na tuas entranhas pulsando forte a semente plantada de coração e, no tempo alfa nascerá o fruto da força do teu amor e da virtude da tua persistência.

Entretanto, é a vida no caule da planta germinando, nutrindo esperança dentro de você, transcendendo-se ao mesmo tempo a orquídea deslumbrante do espetáculo das águas e fotografia felicitosa de uma obra heroica.

Como arte prazerosa da natureza da alegria, ela é muito mais do que um simples porta-retrato numa estante em sala de uma casa aconchegante, é a tua imagem de uma belíssima orquídea das ondas chamada por sua valentia de, ” O Dragão do Mar”. (Bhering)

Portanto, persistir sempre, amar sempre e jamais desistir da imagem e semelhança da vida. Porque, ” Curto é o caminho dos covardes/ Triste é o riso dos ignorantes…” (Guilherme Arantes)

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s