Foi-se o tempo

Bravo!

Foi-se o tempo

Que tínhamos humoristas inteligentes

Pois, a comédia não era à divina

Mas transcendia

Como a luz do dia

Para além da poesia

Verdadeiramente era a essência

Do espírito crítico do tempo

Que declamava

Que chorava

E que sorria

Quem sabia amar, amava!

Como arte fina

Da humana filosofia

Foi-se o tempo

De grandes talentos

Estrelas incandescentes

Que não se corrompia

Pelo poder

Mas agia

Com alma, corpo e mente

Vela de uma chama ardente

Parafina

Hoje, já não sei mais…

O final desta poesia

O que ainda nos resta?

Nenhuma alegria

Há apenas, moinhos e ruínas

Tempos calamitosos

A penúria

Foi-se o tempo

Que sabíamos ouvir

Que tempo!

O tempo que eu sabia

Que o sabiá sabia

Cantar

Mas ainda há tempo?

Não sei, se haverá tempo

Ou desalento

Foi-se o tempo

Em que os poetas sabiam

Mais declamar seus sentimentos

Do que assobiar palavras aos ventos

(In) felizmente

Tudo vai se tornando ceras ao pó

Foi-se o tempo

Das rosas vermelhas

O tempo se foi…

E a velhice chegou

A vista escureceu

Ao entardecer do dia

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