Semiárido e o Flamboyant

Semiárido e Suas belezas – Sítio Baxio
Oooooooh...
Flamboyant tu és natu-belo
Muito lindo mesmo!
Dia que nunca será o mesmo
O semiárido tem de suas belezas remotas
Angelicais, naturais e florais
Arte que nem todos os dias verás
Pois é!
Quem sabe?
Da onde não se espera
Semente lançada na mente
Crente num orifício da cova
Enxada em cavadura encrava
Numa curva de terra dura
Quando não se erra a era
Serena frieza da noite
Orvalho frio da manhã

Ao abafejar gelado das serras
Faz germinar, nascer e crescer
Enigmas da erva de Eva
Que reverbera da flor o fruto
A natureza que causa espanto
Gerando um pequeno grão de milho e de feijão no seu manto
No espaço redondo da madre Árida
Girando esferas no centro da terra rompendo o gênio espaço
Que chora o pranto e planta
Sem medo, logo tudo aparece
Das víboras a serpente que mente
Entre pedras, o alastrado e o mandacaru
Há cascavel!

Xique-xique, macambira raiz veemente
No semiárido se tem dessas coisas
É terra para homem, mulher e sertanejo valente
Que não têm um pingo de medo de dois dedos no copo de aguardente
De plantar sementes pisando na cabeça da serpente
Cobra que se vacilar a vida lhe cobra
A cobra que te cobra come a própria cobra
A semente da própria serpente
Que por instinto ao tragá-la dor infeliz não sente
Parece até mentira!

Quando o semiárido de terras secas
Abre suas cortinas raiando sol
No horizonte um nascente arrebol
No terraço do senhor "feudal"

Oh! nos surpreende seu esmero quintal
Ensolarado reflexo de um ouro verde
Uma árvore frontosa e hermosa
Folhas de cor de verde oliva avelosas
Flores alaranjadas de cores chegadas

É a sarça de fogo ardente
Que queima o corpo da gente
Árvore florida que não se consome
Nas vistas de Moisés e Adão
Pais dos homens e mulheres de ação
Em plena seca lírica,

O verão ainda se deslumbra
Com seus mistérios e tesouros
Riquezas de pia arte em flores
De uma textura suave ternura
Frescor a Flamboyant natureza
Causando inveja a primavera
Que já passara a sua realeza
E o neblinar semblante triste
Do decaído nebuloso inverno

Eis aí o paraíso do semiárido!
Há sempre vida e não cemitério
O cenário só da morte sem vida
Engano nosso!

Veja que exuberância por excelência!
Flores desabrochando perfumes
Hummmmmmmmm...

Seriema, Troupial e Galo-de-Campina
Cantando em poemas encantados
Para meninos e meninas
Brincando, correndo, voando como naves
Trafegando no semiárido o aéreo espaço
Que pensamento!?

Só que poucos se dão conta disso
Não fazem memória e história
Sequer se lembram disso
Já chegando na velhice
Tamanho o desperdício
É algo incomensurável!
Dos pequenos detalhes
Perdidos na ótica da vida
Desde o seu início...

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