Arte Imagética – Evolução e Revolução


A evolução e a revolução da arte em seus vários aspectos e sentidos no processo da história humana tem sido sem sombra de dúvida, a marca e a expressão do homem se revelar em suas mais diversas práticas e ações culturais na trajetória do desenvolvimento e progresso desde a pré-história na linha do tempo e, no espaço do palco de sua vivência e convivência desde nômade, sedentário e social tentando alcançar a mais perfeita civilidade de sua supremacia de espírito em matéria de arte.


E isso principalmente se dá, na própria história, na desenvoltura dos indivíduos em processos de ofícios artísticos dos sujeitos, jeitos, formas, técnicas e habilidades que surgem a partir do estímulo sensorial sempre como meios de essência para se ver, sentir, ouvir e apalpar imagens de um desenho que fossem rupestres, esculturas e músicas. Da arte primitiva até o clássico genial Beethoven e o grande pintor holandês van Gogh. Como obras de artes e semelhanças de diferentes traços nas sociedades, nas etnias, nas raças, nas culturas e nas políticas. Pois, neste sentido, apresentam formas, deformas e fórmulas de matérias e ciências. É algo magnificante, do sensato à insensatez do ponto de vista de alguém apreciador, que em muita das vezes conceituam de belo ou de feio, genial ou verdadeiramente uma idiotez, angelical ou diabólico na era medieval.

A partir do século XVIII e XIX, o percurso em processo de modernidade à concepção de arte e imagem começou a tornar outros sentidos e rumos. Como no encaminhar da dinamicidade da história em mundanças no modo de produzir arte e não mais de “fazer-se” arte na sua unicidade. Deixou aquilo que seria mais trabalhoso e delicado manualmente falando, de um sentido característico atemporal de arte autêntica singular e subjetiva da “Aura” artística e erudita com mais perfeição original as habilidades de talento feito pelas expressivas mãos (mão na massa). Com argila ou à óleo, pincéis em quadros foi-se gradativamente ficando em desuso como por exemplo: de um retrato encomendado ao um pintor, ou seja, a pintura da fisionomia ou também o corpo inteiro de um rei ou uma nobre pessoa da alta corte como cliente sendo desenhada, pintada imagéticamente ao seu estilo, traços, status e designer na ponta de uma pena ou de um lápis comum ou pintar em tela fresca. Mas obra essa, ao ser executada levaria um tempo extenso para ser terminado.

Nesse período, a arte em tela sofria alterações e mundanças, com a nova forma tecnológica de máquinas fotográficas modernas. Pois, neste aspecto, seria mais rápido e mais autêntica na capturação da imagem em foco, alvo e mira à lente e a olho nu e à luz no flash da câmera em ação. Congelando o indivíduo no tempo real, no espaço e na história imagética em raios de luzes a foto de preto e branco. Um verdadeiro clássico!

A primeira fotografia reconhecida é uma imagem produzida em 1826, pelo francês Joseph Nicéphre Niepce, numa placa de estanho coberto com deriva de petróleo fotossínsivel chamado Betume da Judeia. A imagem foi produzida com uma câmera, sendo exigidas cerca de oito horas de exposição à luz solar. Niepce, chamou o processo de “heliografia”, gravura à luz do sol.

Sendo assim, a arte de se produzir em óleo e pincel, ia ficando mais extinta e menos procura naquelas sociedades clássicas. Neste caso, definiam este tipo de arte e técnica manual como algo de requinte e luxo à fidalguia do que necessidade imediata. “E a litografia ainda estava em seus primórdios, quando foi ultrapassada pela fotografia” (Benjamin 1955). Porém, aí também já se iniciava um modo de produção artística capitalista, que se engajava no sistema de réplicas embasando em uma nova era de reprodutibilidade técnica. Ou seja, produção e reprodução em demasia para obter muito mais o aumento do “Lucro” do que da autenticidade artística do original com qualidade ímpar.

Talvez poderíamos dizer, apesar dessa revolução de democratizar a imagem dando o direito a todos tê-la, entendemos que, muito mais – vulgarizou-se – de certo modo a arte e desvaloriou seu ofício no que tange se fazer a arte em sua terna “Aura”. Esta nova maneira de se produzir imagens fotográficas no foco da base econômica, nas condições de grandes produções também foi um processo de mais de meio século para refletir em todos os setores das artes e das culturas.

Por outro lado, sem querer perder o fio do assunto, nesse aspecto de nova forma de produzir e reproduzir a arte com câmera e flash através da fotografia, não podemos esquecer que esta reprodutibilidade técnica foi ultizada, consumida e manipulada na história dos governos totalitários no decorrer das primeiras décadas do século XX, tanto no fascismo de Mussolini quanto no nazismo de Hitler como discurso imagético de representação de propaganda de poder político. Mas que, em alguns momentos, perderam a narrativa histórica e seu carácter ritualístico no sentido de “Aura” da arte. Porventura, não deixando de destacar que esse objetivo de carácter imagético da fotografia, traz em tempos presentes da história política para as super-estruturas em valor de representação e simbolismo na imagem o reflexo intimidador do Poder. Se analisarmos com profundidade certas fotografias de ditaduras e de seus ditadores ainda neste século atual podemos entender melhor o poder da imagem no seio cultural e político. Como exemplo: fotos do ditador da Coreia do Norte, kim Jong-un.

São fotografias que mostram reflexos de carácteristica político-militar. Aonde é revelado na imagem uma linha dura de perfil impecável de postura de disciplina de prepotência à rigor. Todos bem vestidos com fardamentos militar e cabelos de corte bem rebaixado com espinha hereta de subserviência para sair bem na foto. Causando influência e impacto de temor ao seu poderio bélico através das imagens com os soldados e oficiais militares de patentes em reverência ao ditador. Na fotografia, Kim Jong-un, se porta de forma séria e severa com o semblante e olhar de interesse ímpeto e atento para a dimensão no alto horizonte do firmamento céu de futuro como chefe representativo do Poder Supremo da nação norte-coreana.

Entretanto, a história pertence à quem obtém a narrativa em descrição e são julgadas por aqueles que a ler, a estudam e interpretam também. Mas às fotografias em produção e reprodução em excesso, já não pertencem hoje em tempos atuais e líquido aos fotógrafos. Porque, logo em séries são rapidamente lançadas ao mundo tecnológico e virtual das redes sociais, em câmera de celulares, imagens e ação-efeito num piscar de olhos a ponto de perder seu carácter de originalidade e autoria profissional e artística dos detalhes do conceito de arte por causa de muitas das vezes suas replicações de irresponsabilidades constantes nas redes sociais de interesses de fofocas, especulações e propagandistas das aparências sociais e lucrativas. De um perfil daquilo que se julgará na liquidação como “feio” ou como “belo” exigido também pelo mercado imagéticamente em modelo exagerado de um sistema de sociedade idolátrico e obsessivo em sensualidade sexual, estilo e estética cada vez mais artificial acentuada exteriormente na face e no corpo sem qualidade de ética interior.

Dentro do conceito de Bauman, de modernidade líquida que vivemos de alta velocidade máxima, mas frágil e flácida. Uma imagem ou uma fotografia na redes sociais, não significa mais nada a qualquer hora do dia. Sem nenhum apreço sólido, elas podem ser postadas ou simplesmente deletadas sem nenhum aspecto de sensibilidade ou sentimento histórico pelos indivíduos na era virtual da deformação e da liquidez imagética. Porque tudo neste sistema líquido, não passa de distração e abstração inseridos em uma Matrix tirando a consistência do permanente valor do ser.

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