Os Cavaleiros das Trevas e Os Profetas de Baal

Apesar de muitos defeitos e erros que existam no Supremo Tribunal Federal (STF), às vezes no seu modo de interpretar a Constituição Federal e de julgar certos processos, acredito, que no caso de manter a decisão de igrejas e templos fechados, agiu corretamente.

Ou seja, pautado na Lei que defende à vida, como direito primordial inalienável, nosso bem comum mais valioso.

Por conseguinte, nenhum outro interesse dogmático de cunho particular ou religioso pode sobrepor a esse direito maior.

Considera-se ainda as circunstâncias de modo especial a peculiaridade da pandemia que, já ultrapassou mais de 4 mil mortes diarias em nosso país, tornando-o epicentro da Covid no mundo.

Por outro lado, os votos do Sr. Kassio Conká e o do Sr. Dias Toffoli no plenário, foi espada cega de dois gumes escusamente de cavaleiros das trevas; querendo pousar de “Santíssima Trindade” comungando do mesmo teocracismo com o “terrivelmente evangélico” Sr. André Mendonça (Advogado-geral da União), mas esquecendo que o Estado é laico e está sob a égide de uma Constituição.

Agora, o que dizer de certos membros das igrejas irem à frente do STF, para protestar contra a decisão sensata dos 9 Ministros da Suprema Corte de forma horrorosa, sem máscaras, sem álcool gel provocando aglomeração e escandalizando o nome Deus e o Evangelho?

A que ponto chegaram certas instituições evangélicas! Perderam o discernimento e a lucidez do Evangelho de Cristo Jesus.

Na verdade, estão se comportando ridiculamente como os “profetas de Baal” (1Rs 18), gritando, se retalhando, falando em línguas, levantando a Bíblia e oferecendo vidas humanas em “holocausto” para ver cair fogo dos céus. (Quanta hipocrisia e maluquice em pleno século XXI!)

Ora, neste delírio, são cegos conduzido outros cegos para cair ambos em suas próprias covas (Mt 15:14) e vidas já não interessam mais; a não ser, o seu próprio status de “santidade” e o dinheiro adquirido de má fé nos templos profanados pelo materialismo, cheios de salinidades em ruínas.

Estamos vivendo tempos confusos, onde conceitos paulinos estão sendo invertidos por pura heresias de evangélicos e beatos católicos. Para estes, a Lei vivifica e o Espírito mata.

Assemelham-se mais ao farisaismo, verdadeiros “sepulcros caiados” (Mt 23,27-32), bonito por fora, mas sujos e fétidos por dentro como se estivessem em tempos do Império Romano.

Entretanto, agir dessa forma, sem o mínimo de pudor, critério e sensatez, é perder a razão da Palavra, do Caminho, da Verdade e da Vida à plena luz do dia e neste caso, fé sem razão é morta ou melhor dizendo: os idiotas celebram à morte.

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